Independência? Ou morte?
O Brasil independente precisa enxergar este Brasil invisível dos miseráveis
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de setembro de 2026
O Brasil independente precisa enxergar este Brasil invisível dos miseráveis
Manoel Jose Rodrigues 
Dia 7 de setembro comemora-se a independência do Brasil e a célebre frase antagônica, "independência ou morte". Independência para quem está na segurança de seus carros blindados, na certeza do emprego com salários astronômicos, com ajuda de custo, sempre um custo para a população mais pobre, no colégio particular, no plano de saúde bom para sua família, até mesmo nas roupas e perfumes de marca que valem mais que um salário mínimo. Afinal, o mínimo que se exige da pequena turma da independência é isso. A morte anunciada é a população nos seus carros usados, no emprego sem benefícios e muitas vezes clandestinos, sempre correndo da fiscalização como se fossem bandidos perigosos e não pessoas garantindo o sagrado direito de ter o alimento na mesa para sua família, tentando dar uma educação para seus filhos, até mesmo nas escolas muitas vezes só lembradas nas eleições, na saúde do esteio do Brasil dos que passam fome. O plano é não ficar doente e principalmente não acordar morto, afinal ruim com eles, pior sem eles, e o perfume desta classe desclassificada é certamente um perfume que só eles conhecem, o suor do rosto. O Brasil precisa deixar de ser o país dos extremos. "Independência ou morte", não seria melhor independência para todos? O Brasil independente precisa enxergar este Brasil invisível dos miseráveis.
Manoel Jose Rodrigues (assistente administrativo) Alvorada do Sul


