Incentivos fiscais e crise econômica
Programas de incentivo fiscal sempre foram usados pelas administrações públicas como forma de tornar municípios, Estados e País mais atrativos aos investimentos. Desta forma, mantém-se a geração de empregos em alta, movimenta-se uma grande cadeia produtiva e há o compromisso de recolhimento de impostos e contribuições a longo prazo. Se há benefícios à economia local, a efetividade desses programas começa a ser questionada em períodos de grave crise econômica. É vantajoso abrir mão da arrecadação e promover arrocho fiscal para a população?
Em um momento importante para a economia como o atual em que a recuperação do nível da produção se faz urgente, a manutenção de iniciativas como essa é relevante. Reportagem de hoje discute o programa Paraná Competitivo. A intenção do governo estadual é manter o projeto, mesmo no cenário atual. Especialistas consultados consideram o programa positivo até mesmo porque a "guerra fiscal" travada entre os Estados torna a medida uma necessidade.
Além disso, a industrialização é considerada uma importante ferramenta para o desenvolvimento. As indústrias de transformação pagam salários mais altos e exigem mão de obra mais qualificada, fatores extremamente positivos para qualquer economia. No entanto, no caso paranaense é preciso promover a industrialização em todas as regiões, a fim de promover o crescimento por igual.
Pesquisa divulgada essa semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que a renda média do paranaense é a menor entre os três Estados da Região Sul. No Rio Grande do Sul, que lidera o ranking, os rendimentos são quase 9% maiores do que os dos paranaenses. Os salários estaduais estão acima da média nacional, mas há que se concordar que é preciso melhorar mais. Se estudos apontam que o caminho para o desenvolvimento econômico está diretamente ligado ao processo de industrialização, deve-se fortalecer essas políticas.





