Ao reduzir as taxas de financiamento de imóveis com valor acima de R$ 500 mil, o governo sinaliza que continuará a contar com a indústria da construção civil para fortalecer a economia nacional. Nesta semana a Caixa Econômica Federal, empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda e principal financiador imobiliário do País, anunciou a redução das taxas de juros para financiamento fora do Sistema Financeiro de Habitação em alguns pontos percentuais.
A medida é positiva porque ampliará o leque de pessoas que podem comprar um imóvel de valor mais alto. A justificativa para a redução das taxas é atender necessidades de grandes cidades – como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba – onde o valor dos imóveis aumentou muito nos últimos anos. No entanto, deve beneficiar também o interior, que é o caso de Londrina. Na cidade, a construção civil é uma das atividades que mais contribuem para o desenvolvimento regional e que tem registrado crescimento ano a ano. Por isso, a tendência a partir da nova medida é manter o segmento aquecido.
Desde a deflagração da crise econômica mundial, o setor – juntamente com a indústria automobilística – é um dos que mais recebeu incentivos governamentais, principalmente por meio dos programas "Minha Casa, Minha Vida" e de Aceleração do Crescimento. Tem sido um dos pilares utilizados pelo governo federal porque contribui para a geração de empregos, inclusive com a absorção de mão de obra sem capacitação, e que movimenta várias cadeias produtivas, de commodities, como ferro e aço, à indústria moveleira e de eletroeletrônicos.
Por isso, a sinalização é de que o governo continua preocupado com os efeitos da crise econômica mundial. É mais uma tentativa de "blindagem" do País, o que é positivo. De um lado, fortalece uma cadeia produtiva extremamente importante para a economia e, de outro, estimula as pessoas a comprarem um imóvel e a realizarem o "sonho da casa própria".

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