Incentivo às micros e pequenas empresas
O fortalecimento das micros e pequenas empresas (MPEs) reflete diretamente o perfil empreendedor dos brasileiros. O negócio ganhou força a partir da vigência da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em 2007, e da Lei do Microempreendedor Individual, em 2008. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o setor representa 20% do Produto Interno Bruto, é responsável por 60% dos 94 milhões de empregos no País e constitui 99% dos 6 milhões de estabelecimentos formais.
Desde o ano 2000, a participação das MPEs na economia aumentou mais do que os grandes empreendimentos. Enquanto a taxa de crescimento anual foi de 4% para o total de negócios abertos (independente do porte), o índice de pequenas empresas foi de 6,2% e 3,8% para micros. Nesse período, o segmento foi responsável por metade dos postos de trabalho formais criados. Além disso, o faturamento tem apresentado crescimento exponencial, segundo o Sebrae, acima da média da economia.
Em Londrina esse cenário não é diferente. Pesquisa da UniFil, realizada em 2010, apontou que as MPEs representam 92% dos estabelecimentos e empregam 35% da mão de obra total da cidade. Se somadas às médias empresas o índice sobe para 99,92% dos empreendimentos e 84% da mão de obra empregada.
Os números reforçam a importância das MPEs para a economia, seja na criação de emprego ou na arrecadação de tributos. A sua importância se dá, principalmente pela capilaridade dos negócios e pela absorção da mão de obra, uma vez que o setor costuma empregar jovens em busca do primeiro emprego e pessoas com mais de 40 anos.
O desafio, portanto, está em capacitar os empresários para reduzir a taxa de mortalidade, hoje superior a 30% nos dois primeiros anos estimada pelo Sebrae e tornar os negócios mais rentáveis e eficientes. Até mesmo empreendedores que investiram em um negócio por necessidade podem gerar bons resultados e transformar seus empreendimentos em oportunidade para novos ganhos.





