A construção civil cresce em ritmo forte em todo o País. No Paraná e em Londrina esse cenário não é diferente. Estimativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon-Norte) indica que o segmento fechará o ano com crescimento de 10% com relação ao ano passado. É um índice alto, principalmente se comparado à projeção de crescimento do País – que deve ficar na casa dos 7%.
  Outras estimativas indicam que este será um dos melhores anos para o setor. A afirmação é baseada basicamente no tripé: economia aquecida, emprego e renda em alta e crédito farto. Depois de anos de estagnação na economia e os trabalhadores sem poder de compra, não é exagero afirmar que os brasileiros estão ávidos pela casa própria. Como não podia deixar de ser, a maior demanda é por imóveis de custo mais baixo, de até R$ 100 mil. No entanto, há espaço no mercado para todos os nichos: do econômico ao de luxo.
  Não podemos esquecer das obras de infraestrutura, necessárias para que seja mantido o crescimento e o desenvolvimento do País. Dessa forma, a construção se firma como um importante segmento para a economia porque interfere diretamente em outros setores da cadeia produtiva: da extração de commodities à indústria de materiais e ao varejo de eletrodomésticos e móveis. Outro ponto positivo é a geração de empregos, uma vez que o setor absorve boa parte da mão de obra sem escolaridade. No entanto, é justamente nesse quesito que o crescimento pode ser estrangulado.
  Não bastam políticas públicas de incentivo à compra de moradias, é preciso investir também em treinamentos, em cursos de capacitação. Ainda faltam trabalhadores no mercado. Sem mão de obra não há como sustentar um crescimento, o que certamente irá comprometer o desenvolvimento do Brasil em um futuro não tão distante.

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