Impurezas da programação das TVs
A televisão assume a postura de defensora da moralidade ao mostrar escândalo envolvendo parlamentares com a prostituição um fato recente e esta é uma tarefa que lhe incumbe, para mostrar a falta de decoro de homens públicos, o descaso deles com a própria imagem e representatividade, afora o problema maior que é contribuírem na exploração de pessoas no caso meninas de baixa idade mas ela própria, TV, é uma grande agente da difusão de maus costumes. Nessa prática não há distinção entre os canais da denominada televisão aberta, parecendo que se rivalizam em requintes para mostrar em sua plenitude o espetáculo da violência e da exploração banal do sexo. Se não bastasse isso, as novelas exaltam comportamentos sociais reprováveis e que servem de mau exemplo e de incentivo para pessoas com propensão para ações idênticas. A luta por ganhar pontos de audiência, que estabelecem o ranking na cotação da emissora junto às agências de propaganda, leva às mais extremadas fórmulas de prender os telespectadores. Estes, não se sabe se apreciam tal qualidade de espetáculos ou se são induzidos pelo forte apelo do produto exposto entenda-se o noticiário da violência e seus ingredientes, os jogos de sedução enriquecendo o cenário das novelas, a exploração de envolvimentos homossexuais, programas especiais de dramas e tragédias humanas, a opção pelos filmes violentos, e por aí em diante. Se há os que apreciam e se deleitam, e há os que são induzidos a ver porque o aparelho de tevê está na sala e não há como livrar-se ademais, até por falta de opções entre o que está sendo oferecido a televisão leva as pessoas a reinos de fantasia, gera frustrações e até a estados de depressão. Quanto aos programas policiais, estes envolvem os telespectadores no clima denso de tais espetáculos, e na soma geral os empobrece. A televisão a dos canais abertos mais desserve do que serve, e é certo que vicia, assim que mantém afastados, com a mesma intensidade, aqueles que concluem não precisar dela. Tem-se falado da necessidade de impor censura e proibir determinados temas e imagens, não por questão propriamente de moralidade mas de preservação da saúde fisica e mental das pessoas. Porque ocorre a ausência de exercícios ante o castigo de ficarem sentadas horas a fio diante da tela e pela degenerescência de conceitos, o que leva à confusões na cabeça sobretudo de crianças, adolescentes e jovens, ainda despreprados para o discernimento acerca de valores e opções. Mas, ante tais propostas a de um controle os arautos das liberdades melhor é entender-se libertinagens levantam-se, e isto intimida medidas saneadoras. Se o que se deseja é uma sociedade mais sadia, tirar essas impurezas da televisão será um bom começo.





