Imprudência no trânsito e sinalização deficiente
O elevado custo social dos acidentes de trânsito em Londrina seria diminuído se houvesse mais prudência dos motoristas e sinalização mais adequada. Os problemas do sistema viário foram mostrados em reportagem de ontem deste Jornal e apontam para a busca de solução. Com o dinheiro correspondente àquele ônus e com aprofundados estudos e boa vontade para fazer mudanças - algumas simples e baratas - seriam evitadas muitas mortes, lesões e deformações físicas e com menos prejuízo material.
O aprendizado incompleto da arte de dirigir, a falta de consciência de quem está no volante, sinalização falha e pontos de conflito não corrigidos - isto somado ao grande número de veículos - são as causas de tantos desastres. Em 2007 foram gastos em Londrina, por conta de acidentes, R$ 105 milhões em atendimento hospitalar, processos judiciais, obrigações previdenciárias, mobilização de salvamento e dano material.
Acrescente-se a sobrecarga de poluição ambiental por congestionamento, além do fato de que uma pessoa que morre ou fica inválida deixa de produzir e em muitos casos compromete a manutenção familiar. Os agentes públicos do setor, quando ouvidos, remetem imediatamente para a culpa dos motoristas (e a imprudência é uma realidade inconteste) mas nunca para suas próprias imprevidências. Londrina não tem sincronização de semáforos a não ser em curtos trechos, porque logo adiante há desconexão. Isto gera congestionamento, gasto inútil de combustível diante de sinaleiros que poderiam estar regulados para permitir agilidade - porque com sincronia perfeita e contínua de semáforos não há excesso de velocidade e nem lentidão, mas ritmo regular, com economia de gasto e de tempo e menos acidentes. O sistema viário de Londrina é deficiente em mecanismos de fluidez do tráfego e de segurança.
Falta estudo para eventual alteração no sentido das mãos e para mais estacionamento. Ruas de mais intenso movimento não são privilegiadas com maior tempo no sinal verde ou luz intermitente, não há sinalização horizontal para indicar o lado da conversão, na passagem de um pista para outra nas avenidas duplas, e assim veículos podem chocar-se no mesmo ponto. Há necessidade de mais canaletas e assim por diante.
Mas uma grande falha é que não há vez para o pedestre atravessar a rua, porque não existe semáforo para ele, a não ser em pouquísimas esquinas. Favorece-se a máquina e não o ser humano. Agora, quando se estuda a readequação do Plano Diretor já no começo do ano, e sob o comando de nova administração municipal, a questão do tráfego precisa receber especial atenção.





