Todo salário que o brasileiro receber até o final deste mês servirá para pagar impostos. O cálculo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) quantifica o peso da carga tributária no bolso do contribuinte. Neste ano o brasileiro médio terá que pagar de impostos o equivalente ao que ganhou durante 151 dias – cinco meses de trabalho -, um dia a mais do que o atingido em 2013 e 2012. Também significa que 41,37% do rendimento bruto das pessoas será destinado ao governo; o índice é pouco maior do que o atingido no ano passado, quando foram necessários 41,1%.
Estão incluídos nessa conta todos os tributos (impostos, taxas e contribuições) cobrados pelos governos federal, estaduais e municipais, como Imposto de Renda, IPTU, IPVA, PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS, contribuições previdencárias, sindicais, taxas de limpeza pública, coleta de lixo, iluminação pública e emissão de documentos.
Se o governo não poupa a população na hora de impor inúmeras taxas, tampouco retorna esse dinheiro na forma de prestação de serviços. Além da insatisfação generalizada com a alta carga tributária, o pior é ter pouco retorno e ter direitos constitucionais descumpridos. Outro estudo do IBPT, que compara os 30 países com maior carga tributária em relação ao Produto Interno Bruto e o Índice de Desenvolvimento Humano apontou que o Brasil oferece os piores serviços à população em termos de saúde, educação, transporte, segurança, saneamento, infraestrutura, entre outros. O ranking aponta que o País está atrás do Uruguai e da Argentina.
Isso tudo também não é novidade, mas é importante que o assunto seja divulgado maciçamente. A população precisa saber o quanto sai de seu bolso para arcar com todo o peso da máquina pública. A partir da informação é que a pressão poderá ser feita.

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