Impostos e isenção
Que os brasileiros pagam muitos impostos já não é novidade. No entanto, o que poucas pessoas sabem é o índice incidente sobre cada produto ou serviço. Campanha realizada ontem, no "Dia Mundial do Pão", em mais de 40 padarias de Curitiba procurou alertar consumidores para o problema. O pão francês foi comercializado sem impostos e o preço do quilo ficou 22,5% mais barato. O percentual é relevante ainda mais se for considerado que o produto é consumido pela maioria dos brasileiros. A ação ocorreu apenas ontem.
Os principais impostos que incidem sobre o pão são ICMS, PIS e Cofins e, na avaliação do sindicato das panificadoras, o produto não deveria ter qualquer imposto. Seria uma iniciativa coerente, se o governo não estivesse interessado apenas em encher os cofres. No entanto, já é passada hora de a sociedade ficar mais atenta e cobrar dos gestores públicos ações que beneficiem a população. Em um cenário de crise econômica, inflação em alta e aumento do desemprego é salutar reduzir a carga tributária até mesmo como ações de estímulo à economia.
Outro fator que deve ser considerado é que o poder de compra dos brasileiros foi reduzido significativamente ao longo deste ano. No total, a população perdeu R$ 280 bilhões, segundo cálculos da Consultoria Tendências. É a única queda registrada desde 2004, quando os recursos disponíveis para o consumo cresceram initerruptamente a um ritmo anual médio de 2,5%. Chegou-se à quantia porque a inflação está corroendo a renda e os juros em alta têm aumentado os desembolsos para pagamento das dívidas. A oferta de crédito encolheu neste ano e o aumento dos preços das tarifas controladas acabou por comprometer a renda.
Portanto, a população precisa cobrar ações mais efetivas do governo. O ajuste fiscal tem que ocorrer, mas o governo precisa fazer a sua parte e economizar também. O corte de gastos públicos é urgente a fim de desonerar os brasileiros.





