Não é novidade a praticamente nenhum brasileiro que a carga tributária é excessivamente elevada. No entanto, os números da arrecadação não deixam de ser chocantes quando expostos cruamente. Levantamento do Instituto Assaf, baseado em dados do Impostômetro, mostra que cada cidadão paga, em média, R$ 26 por dia em impostos e contribuições. É uma quantia exageradamente alta e equiparada aos países escandinavos, que concentram os mais altos Índices de Desenvolvimento Humano do planeta.
De acordo com o estudo, em 15 anos, a carga tributária aumentou 433%. No ano 2000, a média paga era de R$ 6/dia. É um aumento maior à evolução do salário mínimo e bem superior à inflação do período. A justificativa para esse crescimento é o passivo social e a necessária presença do Estado na prestação de serviços básicos, inclusive em obras de infraestrutura. E, dessa forma, cabe a pergunta: os brasileiros estão satisfeitos com a qualidade dos serviços oferecidos? A maioria das pessoas responderá negativamente.
Educação de baixa qualidade – basta acompanhar o desempenho de crianças e jovens matriculados na rede pública em exames de avaliação, saúde ineficiente, segurança praticamente inexistente, estradas em péssimo estado de conservação, entre tantos outros problemas. E, dessa forma, a arrecadação excessiva acaba por sufocar o contribuinte e impede a expansão da atividade produtiva, fator em curso neste momento. Além disso, acarreta em outros efeitos colaterais: informalidade e sonegação, que prejudicam a economia como um todo.
Portanto, os ajustes fiscais promovidos pelos gestores públicos deveriam ocorrer sob a forma de corte de gastos. É uma maneira sadia de reduzir a ineficiência da máquina pública, de combater a corrupção, de manter a capacidade de investimentos das empresas e de consumo das famílias. O crescimento do País ocorrerá desta forma e não asfixiando mais a população.

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