Se, como se tem dito repetidas vezes, o problema da delinquência tem origem na miséria social, a Polícia deve cumprir sua função prevenindo a criminalidade. É o que estão fazendo agora, mais intensamente, as polícias militar, rodoviária e florestal de Londrina, com arrastões em ruas e bares. A campanha vem produzindo resultados positivos que podem ter significado um assalto a menos, um assassinato a menos, porque várias pessoas foram detidas portando armas, incluindo menores. Só a notícia de que a operação conjunta está sendo realizada já deve amedrontar os delinquentes e deixá-los aquietados. Esse tipo de policiamento de caráter preventivo e também intimidador, com certeza, resulta em mais segurança para os cidadãos e um pouco mais de paz na cidade, tão abalada por atentados contra o patrimônio, por roubos e mortes estas mais vinculadas ao acerto de contas no universo do tráfico 'formiguinha' de drogas. O arrastão visa também apreender veículos roubados, e ao menos dois foram recuperados. Esta é uma das atribuições dos organismos de segurança pública, e outra mais específica dos agentes de investigação é chegar aos receptadores dos produtos do roubo e aos atacadistas das drogas. Estes últimos, com toda certeza, não frequentam mocós e nem habitam barracos. Eles fazem parte da rede do narcotráfico, com ramificações nacionais e transnacionais e que não se expõem ao corpo-a-corpo como fazem os minidistribuidores, que se auto-exterminam por quireras, embora fundamentais para eles. As equipes de inteligência da Polícia sabem quem são os capitães do tráfico e as respectivas hierarquias, parece que todos os exércitos serão insuficientes para dar-lhes combate, porque é gigantesco o poder que envolve o tráfico, hoje um dos maiores negócios do planeta. Se é tarefa difícil desestruturar essa poderosa corporação, que hoje constitui um organizado 'governo' paralelo de abrangência global, os arrastões 'domésticos' como os que agora se realizam são de grande valia, e devem prosseguir como rotina, de preferência com o maior alarde, porque a simples expectativa de os policiais chegarem a qualquer momento inibe os marginais. Melhor é prevenir do que arcar com os custos sociais decorrentes dos encarceramentos por assassinato e outros atentados violentos. Sem prejuízo das soluções socioeconômicas que eliminem as causas da miséria mãe da grande maioria dos delitos, sobretudo os praticados contra o patrimônio alheio a operação arrastão é um eficiente sistema para interceptar marginais, apreender armas em seu poder e assim prevenir contra a eventual perpetração de mais um crime.

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