Hoje é dia de decisão. Tempo que pode marcar o início de um novo futuro para o País. Hoje mais de 142 milhões de brasileiros devem voltar às urnas para digitar apenas dois números, decisão que vai definir imediatamente os próximos quatro anos e acarretará em reflexos no longo prazo. Muito mais do que uma eleição polarizada e extremamente disputada, é preciso que o voto seja analisado. É preciso consciência.
No ano passado, milhões de brasileiros tomaram as ruas para clamar por mudanças. Cansados da corrupção que assola a administração pública, da alta carga tributária e da má qualidade dos serviços prestados, entre vários outros itens, o desejo de mudanças é nítido. Passado pouco mais de um ano, pode ser feita a avaliação do período. O que mudou?
Na área econômica, os indicadores pioraram. A produção industrial caiu, o comércio vendeu menos, a taxa básica de juros subiu. Se em eleições anteriores o mercado financeiro reagia negativamente à perspectiva de mudança, agora aconteceu o contrário: a rejeição foi ao conhecido.
Permanecendo a atual presidente Dilma Rousseff (PT) no comando do País, os investidores temem a continuidade da atual política, o que provocou a valorização imediata do dólar e a queda das ações na bolsa de valores. Além disso, foram feitas "manobras contábeis" para mascarar resultados que indicam a economia feita pelo País para pagar os juros da dívida – o chamado superavit primário. Ações como essas fizeram com que o Brasil perdesse credibilidade no mercado internacional. Isso acaba por refletir na vida de todos porque reduz o nível de investimentos feitos no País, o que resulta em menor geração de emprego e renda para a população. Outro ponto que deve ser pesado é o adiamento da divulgação de informações oficiais, todas negativas, para favorecer a candidata à reeleição. Itens fundamentais ao desenvolvimento do País, como desempenho dos alunos da rede pública, arrecadação federal, desmatamento da Amazônia, e até mesmo a redução da miséria – principal bandeira do governo petista – são negativos. É o governo que os brasileiros merecem?
Por isso, antes de confirmar o voto na urna, é preciso ter em mente todos esses fatores. As eleições devem ser valorizadas pelos brasileiros, um evento em que todos têm o dever de participar, até para cobrar mais efetivamente ações positivas do próximo governante. Mas o voto precisa ser consciente.

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