Importância do seguro rural
Atividade de alto risco, mas ainda fundamental para a balança comercial do País, o agronegócio deverá enfrentar um segundo semestre difícil. A onda de frio registrada durante a semana passada no Estado provocou perdas nas lavouras em geral. Ainda que os prejuízos não estejam todos contabilizados, os produtores individualmente já calculam suas perdas, que não serão poucas. O pior é que um mau resultado certamente irá impactar diretamente no restante da economia.
Segundo dados do governo federal, o agronegócio representa mais de 22% do Produto Interno Bruto (formado pela soma de todas as riquezas produzidas no País). No Paraná, o setor é responsável por 33% do PIB direta e indiretamente. Se é uma atividade fundamental ao desempenho econômico brasileiro, deveria receber mais subsídios, como ocorre principalmente com as indústrias a partir das desonerações tributárias e fiscais.
Além disso, ações que poderiam contribuir para fortalecer a atividade têm funcionamento precário. É o caso do seguro rural, que funciona de forma bastante limitada. A modalidade só cobre o custeio, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, a subvenção protege o produtor contra quebra de produtividade e até de preços. Devido a essas questões, somente cerca de 10% das lavouras brasileiras estão seguradas, contra 90% nos EUA.
Se grande parte da área plantada é atingida por intempéries climáticas como geadas ou excesso de chuvas todos são afetados. Os reflexos são diretos: os preços dos alimentos aumentam, os produtores ficam no prejuízo e deixam de movimentar o comércio. Em resumo: toda a economia perde.
Por isso, é de fundamental importância que seja trabalhada uma articulação com a participação de todos os envolvidos na cadeia do agronegócio para pressionar a implantação de um seguro rural mais abrangente e eficiente. Se a economia já tem registrado baixo desempenho, um resultado ruim do agronegócio só tende a agravar a situação.





