O novo prefeito de Londrina certamente irá assumir com a consciência de que terá de portar-se com dupla responsabilidade, porque – tomando-se por base as previsões – ele irá vencer por estreita margem de votos. Portanto, apoiado pela metade do eleitorado e sem o aval da outra metade – ambas representando as exatas proporções dos munícipes. O que vale para Londrina vale para Ponta Grossa, a outra cidade paranaense onde haverá segundo turno.
  As duas regiões – uma no sul e outra no norte e situadas em extremos distantes – viverão hoje e amanhã momentos de muita efervescência. Mais acentuadamente Londrina, porque com maior abrangência regional, portanto interessando a uma grande quantidade de municípios, aos quais a sede metropolitana serve e pelos quais também é servida. Por isso dizer-se que uma boa ou má gestão do prefeito de Londrina tem influência em vasta área.
  No caso londrinense, embora os candidatos sejam os mesmos de outras eleições, aquele que se eleger sabe que a população está mais vigilante e que tem em mãos a listagem de posicionamentos anunciados e das promessas de obras de ambos, embora alguns problemas relevantes tenham ficado de fora ou não foram tratados em profundidade. Caso da moradia popular, diante do grande número de favelas; da insegurança, que se é nacional pode encontrar também soluções pontuais localizadas, dependendo do desempenho político e administrativo do prefeito e dos vereadores; da industrialização do lixo orgânico, hoje ainda tratado pelo milenar sistema de aterros ditos sanitários mas que são uma imundície urbana e focos de contaminação, de doenças e de mau cheiro. Por extensão, uma cidade do porte de Londrina reclama a reformulação do sistema viário urbano e que não se resume em placas e semáforos mas em infra-estrutura de fluxo e barateamento de custos (com realce para o transporte de massa), estacionamento, menos ruído e menos poluição.
  Na continuidade, a elaboração de um novo plano diretor – que será discutido e votado no início de 2009. Esta é uma questão de grande relevância e será necessário muito critério e visão de presente e de futuro, para não comprometer a expansão inteligente da cidade. Nas administrações públicas existem os governantes desenvolvimentistas e existem os acomodados, e estes no mínimo são ladrões de tempo, em prejuízo da comunidade.

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