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Londrina

Opinião

m de leitura Atualizado em 15/05/2022, 17:51

Importância do apoio psicológico

O papel dos familiares e cuidadores das instituições são de fundamental relevância para que a pessoa não se sinta sozinha e abandonada

PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de maio de 2022

Lucia Palma
AUTOR autor do artigo

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 Ao longo dos anos, a população idosa foi se tornando mais longeva e a expectativa de vida aumentou. Diante desse processo de envelhecimento, começaram a surgir diversas limitações clínicas e físicas, entre elas, incluem-se as doenças emocionais e psicológicas.

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|  Foto: iStock
 

Ao chegar nessa faixa etária de idade, muda-se a percepção da vida dessa população, o que implica em dificuldades de aceitação para as mudanças e desafios, inserido também no contexto de saber lidar com a própria decisão individual ou da família sobre a ida permanente a uma Casa de Repouso.

Nesse sentido, as Casas de Repouso têm como um dos principais requisitos assegurar a qualidade da saúde mental de seus assistidos, em atendimentos individuais ou em grupo. Em alguns casos, com os familiares do ente querido, analisa-se a necessidade, inclusive, de um apoio psicológico, procurando assim, a contratação desse profissional.

Nesse momento de novas rotinas, o apoio, acompanhamento e integração contínua de todos é essencial para o bem estar pessoal e mental, evitando casos graves de insônia, estresse, ansiedade ou depressão, por exemplo.

O papel dos familiares e cuidadores das instituições também são de fundamental relevância para que a pessoa não se sinta sozinha e abandonada, em um momento da vida em que se vê desamparada do cuidado diário de seus entes queridos.

É importante que a pessoa idosa exponha seus medos e angústias ao profissional e pessoas próximas, a fim de obter o cuidado adequado para o seu caso específico.

Ações preventivas para evitar o surgimento e avanço de problemas de saúde mental são trabalhadas pelas Clínicas de Repouso, que contribuem para uma qualidade de vida saudável em todos os aspectos.

O encorajamento a essas práticas de prevenção garante maior acolhimento através de simples atividades como ler, dançar, cozinhar, conversar e ouvir o próximo. Exercícios físicos, desde que autorizados por um médico especialista, também são uma ótima oportunidade de praticar esses momentos de lazer, que trarão, além do convívio social com diferentes pessoas, benefícios para o corpo e a mente.

Incluir as tecnologias, como celulares e tablets, também aproximam a população idosa de sua família, criando uma conexão que os permitam se sentir próximos, diminuindo a distância.

Essas e muitas outras soluções acabam reduzindo sintomas associados a quadros negativos e depressivos e, consequentemente, culminam por gerar efeitos positivos para a nova realidade que está sendo encarada. São tarefas que estimulam a memória e causam sensação de satisfação, autoconfiança e autonomia.

Como observado, o apoio psicológico, somado às avaliações periódicas de especialistas, resultam em eficazes estímulos às atividades praticadas pelo idoso, bem como facilitam a transição, adaptação e o entendimento de que o período dentro do seu “novo lar” será benéfico.

A terapia acaba sendo um significativo aliado dentro do local, que visa também o conforto e segurança constantes dos pacientes 24 horas por dia. O amparo e zelo dos lares de repouso, somado ao acompanhamento de outras especialidades, como cardiologista, endocrinologista, etc., e a presença familiar em visitas no recinto, ajudam no combate ou retardamento de aparecimento dos transtornos emocionais mentais.

Lucia Palma é Formada em Gestão de Marketing pela Anhembi-Morumbi, CEO e fundadora do Portal Casas de Repouso