A boa administração das cidades tem reflexo direto no dia a dia da população. Dos três níveis do Executivo, os prefeitos são os que estão mais próximos dos anseios e problemas de uma comunidade. Atuar dentro da lei e respeitar o bem público é obrigação dos gestores municipais. Quando misturam o interesse público com o particular e desviam recursos comprometem não só o próprio futuro político como também penalizam os municípios e as camadas mais carentes da sociedade.
Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que, passado um ano de mandato, 125 dos 5.568 prefeitos eleitos no País em outubro de 2012 já deixaram o cargo. E 85,6% deles foram cassados por motivos como fraude em licitação ou abuso do poder econômico durante o pleito. Cinco desses casos ocorreram no Paraná: Inácio Martins (Centro-Sul), Joaquim Távora (Norte Pioneiro), Jundiaí do Sul (Norte Pioneiro), Santa Inês (Norte) e Sarandi (Noroeste).
O londrinense sabe bem o prejuízo decorrente de gestões turbulentas e marcadas por denúncias de corrupção. A segunda maior cidade do Paraná já teve dois prefeitos cassados na sua história - Antonio Belinati (2000) e Homero Barbosa Neto (2012) – e ainda tenta se recuperar tanto politicamente quanto economicamente. Basta lembrar que nessa última gestão a cidade chegou ao cúmulo de ter sido administrada por quatro prefeitos. Em ambos os casos, destaca-se o trabalho investigativo do Ministério Público (MP) em Londrina que culminou com o afastamento dos dois chefes do Executivo.
Daí a importância da vigilância de órgãos como os observatórios de gestão pública e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do MP composto por promotores, policiais civis e militares. É através deles que a sociedade pode combater a corrupção e punir os maus políticos. O ideal seria dar mais suporte a esse trabalho que tem como principal foco o combate aos criminosos do patrimônio público. Por isso, urge resolver o impasse entre o Gaeco e a Secretaria de Segurança Pública do Paraná no tocante ao rodízio de policiais.

mockup