Mesmo com a produção industrial em queda no Paraná, a agroindústria tem segurado a geração de empregos. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que a indústria de alimentos é responsável por 93% do total de vagas geradas pela indústria de transformação. É o quarto subsetor que mais emprega (de uma lista de 25) e fica atrás apenas do comércio varejista; serviços de hotéis e alimentação; e serviços de comércio e administração de imóveis e valores mobiliários.
O levantamento é importante porque indica que o Estado tem conseguido agregar valor à sua produção agropecuária. Desta forma, aproveita-se a vocação regional – uma vez que o Paraná é um dos maiores produtores de grãos do País e o maior criador de aves – e gera-se emprego e renda. Outro ponto importante é que a indústria de alimentos é um dos setores menos impactados pela crise econômica. Os números comprovam essa afirmação.
A industrialização é fator fundamental para o desenvolvimento de qualquer região porque exige trabalhadores mais qualificados ao mesmo tempo em que o nível salarial está acima de outros segmentos da economia. No entanto, investimentos na agroindústria devem ser contínuos. Durante os "EncontrosFolha", evento realizado pelo Grupo Folha de Comunicação, em que se debateu a infraestrutura logística do interior do Paraná, o alerta foi dado. Para o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, a Região Norte precisa investir na agroindústria até para aproveitar as futuras oportunidades logísticas. Localizada no "centro nervoso" da logística das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, a região precisará aproveitar o cenário como forma de incrementar seu desenvolvimento.
Por isso, a discussão do assunto é importante. Cobrar políticas públicas de apoio ao agronegócio e à agroindústria é fundamental. Um setor importante para o Estado como esse precisa de programas e planejamento específico.

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