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Londrina

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m de leitura Atualizado em 12/03/2022, 10:34

Impacto dos órgãos suplementares da UEL na saúde única

A crise sanitária da Covid-19 e as recorrentes epidemias de dengue são exemplos atuais e importantes da demanda de cuidados em saúde

PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de março de 2022

Airton Petris
AUTOR autor do artigo

Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha
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Os órgãos suplementares e de apoio da Universidade Estadual de Londrina (UEL) são estruturas administrativas que dão suporte às atividades de ensino, pesquisa, extensão e na prestação de serviços à comunidade universitária e paranaense. Na área da saúde, os Hospitais Universitário (HU) e Veterinário (HV), juntamente com a Clínica Odontológica Universitária (COU), Bebê Clínica (Clínica de Especialidades Infantis), Clínica Psicológica e Farmácia Universitária, são as unidades da instituição que prestam relevantes serviços à comunidade de Londrina e região. Todos bastante conhecidos! Sua atuação é articulada e se dá no contexto da prática da Saúde Única, que trata da integração entre a saúde humana, a saúde animal, o ambiente e a adoção de políticas públicas efetivas para prevenção e controle de enfermidades.

A crise sanitária da Covid-19 e as recorrentes epidemias de dengue são exemplos atuais e importantes da demanda de cuidados em saúde que engloba os diversos elementos deste conceito. Do ponto de vista assistencial, a importância do HU, da COU e da Bebê Clínica no atendimento dos pacientes com Covid-19 ou não, e do HV, no monitoramento ambiental, ficou claramente estabelecida.

Atendimentos médicos, odontológicos e veterinários, ambulatoriais e emergenciais, internamentos hospitalares, vigilância ambiental e realizações de exames laboratoriais, entre outros, foram mantidos graças à atuação de pesquisadores, docentes, docentes-plantonistas, funcionários e estudantes da UEL que enfrentaram (e enfrentam) esta pandemia, em um primeiro momento sem vacina alguma, depois, esclarecendo e incentivando a população sobre os benefícios e a necessidade de estar imunizado. Neste sentido, é fundamental que se reconheça que os órgãos suplementares vinculados à área da saúde (os demais receberão um destaque especial em outra oportunidade) são estruturas que possibilitam que este conceito de saúde se consolide como referência para uma prática de cuidado em saúde integrada e global.

Assim, à luz da Lei Geral das Universidades (LGU), recentemente votada e aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP), que dispõe sobre os parâmetros de financiamento e a distribuição de recursos entre as universidades estaduais do Paraná, é importante salvaguardar nossos órgãos suplementares e de apoio, garantindo a continuidade da prestação de serviços realizada sem prejuízos para a sociedade londrinense e paranaense.

Sem o suporte de docentes e agentes universitários em plantões docente assistenciais e atividades técnicas, a execução destas ações de saúde ficará comprometida. Dado este destaque, convém lembrar que outros órgãos da UEL – oito suplementares e seis de apoio - atuam em outras diferentes áreas.

Imagem ilustrativa da imagem Impacto dos órgãos suplementares da UEL na saúde única Imagem ilustrativa da imagem Impacto dos órgãos suplementares da UEL na saúde única
|  Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 

Da arte e cultura, passando por agricultura e agropecuária, e jurídica. Londrina e o Norte do Paraná se destacaram historicamente como polo cultural, se posicionando, da mesma forma, como centro irradiador de riqueza pela concentração de recursos humanos especializados em diversas áreas. A presença da UEL (com todos os seus serviços) está ligada à essa característica, inegavelmente. Mas isto é assunto para manifestação posterior.

Airton José Petris é professor do Departamento de Saúde Coletiva e diretor doed4r4 Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UEL

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