A confirmação de um caso da Doença de Newcastle em uma granja de perus no município de Nova Itaberaba, no oeste catarinense, acendeu o sinal de alerta para a Região Sul e a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) intensificou as ações de vigilância sanitária. As medidas preveem atenção especial aos estabelecimentos avícolas comerciais, buscando prevenir a introdução e a disseminação da doença em território paranaense.

O caso de Newcastle foi confirmado no último domingo (18) e já causou reações de importantes mercados externos consumidores da carne de ave produzida no Paraná. O México suspendeu totalmente as compras de carne de frango e outros produtos avícolas do Brasil e a China, por enquanto, suspendeu temporariamente a importação de carne de frango de 14 estabelecimentos localizados em Santa Catarina. O Chile aplicou suspensão restrita às importações procedentes de produtores catarinenses.

A granja em Nova Itaberaba foi interditada e passa por ações de contenção. A Doença de Newcastle é causada por um vírus altamente contagioso que ataca aves domésticas e silvestres, afetando o sistema respiratório, nervoso e digestivo. Não há risco de contaminação para humanos pelo consumo de carne de aves ou ovos inspecionados.

Como o Paraná possui uma das maiores cadeias avícolas do país, a Adapar reforçou as orientações aos produtores e responsáveis técnicos sobre a necessidade de manter rigorosamente as medidas de biosseguridade, especialmente o controle de acesso às granjas. Em todo o ano passado, o Estado exportou mais de dois milhões de toneladas, o que representou US$ 3,52 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O registro de um caso da Doença de Newcastle na propriedade catarinense exige responsabilidade e ação coordenada entre autoridades sanitárias e produtores para proteger a avicultura paranaense. O rigor na fiscalização, o cumprimento das normas de biosseguridade e a rápida identificação de possíveis focos são essenciais para evitar prejuízos e preservar mercados internacionais. O tempo é de fortalecer a prevenção, garantindo a sanidade dos plantéis, a confiança dos compradores e a sustentabilidade de um setor estratégico para a economia estadual.

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