ILS ficou para depois
Nem mesmo a reforma do Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, conseguiu se esquivar de um dos maiores algozes de quem precisa utilizar o transporte aéreo na cidade: o tempo. As obras, que começariam nas primeiras horas dessa segunda-feira, sofreram atraso devido à chuva e à neblina que caíram sobre a cidade durante boa parte da manhã. No tráfego aéreo, o mau tempo teve um impacto há muito conhecido pelos passageiros. Pousos e decolagens ficaram suspensos por pelo menos cinco horas.
As obras no aeroporto preveem melhorias tanto no lado interno quanto no externo. Entre as principais mudanças está a ampliação da calçada dos atuais dois metros para quatro metros. A cobertura da área de embarque e desembarque será ampliada e chegará até o estacionamento.
O canteiro central, onde ficam hoje os caixas eletrônicos e as palmeiras, será estreitado e haverá a construção de rampas de acessibilidade. Até setembro deverá ser feita nova licitação para o estacionamento, com ampliação de vagas, passando das atuais 190 para 300. A reforma deve durar dez meses e será bancada pela Infraero, com valor estimado em R$ 1,8 milhão.
No entanto, uma das maiores reivindicações dos londrinenses parece longe de ser atendida. Ainda não será desta vez que o terminal receberá o ILS, equipamento que permite pousos e decolagens em condições adversas. De acordo com a Infraero, primeiro é necessário fazer a desapropriação de áreas em torno do aeroporto para criar a zona de proteção.
Depois disso ainda deve haver o aumento da pista, melhoria de iluminação, implantação de estação meteorológica de primeira linha entre outras adequações, para só então o aparelho ser instalado. Prazo, novamente, não há.
Há muito a situação do aeroporto londrinense está aquém da importância que representa para a região. Ninguém questiona a necessidade de melhorias físicas como as que foram anunciadas, principalmente com a popularização do transporte aéreo e o aumento no número de passageiros, mas já passou da hora da novela sobre a instalação do ILS chegar ao fim. Uma cidade como Londrina não pode ficar refém para sempre da meteorologia.





