O Meprovi (Ministério Evangélico Pela Vida), ligado à Igreja Presbiteriana, é uma das cinco entidades cristãs que trabalham com a recuperação de dependentes químicos em Londrina. O projeto funciona há 16 anos numa chácara de dois alqueires na zona sul da cidade e é mantido pela igreja e por doações. Os pacientes ficam internados por um período de 9 meses nos primeiros 90 dias eles não podem sair da chácara. Depois, passam os finais de semana com a família.
A entidade tem psiquiatra, neurologista, psicóloga e assistente social, além de atendimento médico garantido através do SUS. ''Trabalhamos apoiados num tripé fé, esforço e técnica. Começamos com atendimento ambulatorial, mas vimos que isso não resolvia os casos mais graves e daí decidimos trabalhar com internamento'', explica Arthur Maximo, coordenador do projeto.
O projeto atende somente pessoas do sexo masculino, de 14 anos a 50 anos. ''Nossa única exigência é que a pessoa queira o tratamento e aceite as nossas normas de convivência'', afirma Maximo. O Meprovi trabalha com adolescentes viciados mas atende um número reduzido de jovens. Todos são encaminhados pelo Conselho Tutelar ou Ministério Público. ''Nós não seguramos ninguém aqui, portanto, o internamento tem que ser voluntário. Já tivemos adolescentes que vieram do Ciaad e que fugiram assim que foram deixados aqui'' conta o coordenador. A entidade não tem como garantir a permanência nem a segurança de adolescentes infratores.
O índice de recuperação é alto; 90% dos internos que permanecem na instituição até o fim do tratamento saem recuperados. A entidade tem capacidade para atender 50 internos mas as vagas estão sempre ocupadas e há 15 pessoas numa lista de espera.

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