Há anos o perfil da população brasileira vem mudando. Resultado da melhoria da qualidade de vida e do aumento da renda da população, o envelhecimento dos brasileiros tem ocorrido em ritmo acelerado. No entanto, o grande problema é que apesar de viver mais, nem sempre essas pessoas têm vivido melhor. E as falhas ocorrem justamente no atendimento médico especializado e na queda de renda dessa fatia da população.
Conforme o último censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o País tem cerca de 14 milhões de pessoas acima de 65 anos. No ano 2000 eram 9,9 milhões. O crescimento foi de 41%. É um aumento que deve ser comemorado e traduzido em um importante indicador que mede a qualidade de vida dos brasileiros. No entanto, toda a população deve estar consciente de que é preciso cuidar e respeitar os idosos.
O Estatuto do Idoso deve ser cumprido integralmente e todos devem garantir a sua aplicação. Ceder lugar nas filas aos mais velhos e respeitar as vagas de estacionamento destinadas a esse público são ações mínimas a serem cumpridas. É preciso devolver aos idosos parte da sua dedicação exercida ao longo da vida.
Assim como há direitos, a população também tem deveres a cumprir. É passado o momento de fazer valer as leis. Se vários direitos individuais e sociais, garantidos pela Constituição Federal, não são cumpridos pelo Estado também é preciso cobrança. Segurança, saúde, educação, proteção à maternidade e à infância são alguns dos itens que não estão sendo totalmente cumpridos. É preciso mais articulação da sociedade. Diariamente graves casos de violações são relatados, mas sem cobranças acabam no esquecimento. Se os impostos são cobrados – e a arrecadação cresce anualmente –, serviços de qualidade deveriam retornar à população.

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