O Índice do Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil avançou 47,5% nos últimos 20 anos. Entre 1991 e 2010, o indicador, que é composto por três variáveis (educação renda e longevidade), passou de 0,493 para 0,727. O valor máximo é 1.

Mas para que serve o indicador? Realmente descreve a realidade do País? De que maneira essas informações podem ser utilizadas? São perguntas que precisam ser analisadas e confrontadas com a situação de cada região do Brasil.
"Temos que superar este abismo que há entre o dado e como ele é capturado para a proposição de políticas públicas", ressalta Olga Lucia Castreghini de Freitas Firkowski, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O IDH é publicado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro. No Paraná, o IDHM também teve um crescimento considerável de 47,7%. Porém, apenas duas cidades (Curitiba e Maringá) estão entre as 50 com melhor desempenho no Brasil.

"O IDHM não é bem aproveitado pelos técnicos, pelas administrações municipais, estaduais e federal, até porque nem todos os resultados são positivos. Acredito que a principal ação seria reter este IDHM fazendo mapas e os colocando em todas as salas das prefeituras e dos governos, por exemplo. Em vez do retrato do presidente, do governador, eles poderiam colocar um banner com aquele índice para poder fazer uma análise", sugere.

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