IDH e qualidade da gestão pública
O Índice do Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), reafirma o que já não é novidade entre os brasileiros. É preciso melhorar a qualidade da educação. O indicador é formado por três variáveis: educação, longevidade e renda, mas é no quesito educação que foi registrado o pior resultado: 0,637. Já os outros dois subitens alcançaram níveis maiores: 0,739 (renda) e 0,816 (longevidade). Os dados são referentes ao ano de 2010. O IDH mede o nível de desenvolvimento humano das regiões. A pontuação vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desempenho; quanto mais próximo de um, melhor.
As desigualdades regionais também ficaram evidenciadas no ranking, ao apontar os municípios das regiões Sudeste e Sul como os de maior desenvolvimento e os do Norte e Nordeste entre os com pior resultado. Apenas duas cidades paranaenses Curitiba e Maringá atingiram desempenho superior a 0,8, considerado "muito alto" e ocupam o topo da lista estadual. Londrina ficou na sexta posição no ranking com 0,7780, atrás também de Quatro Pontes, Cascavel e Pato Branco.
Os dados indicam o quanto a má gestão pública influencia no desenvolvimento do município e de sua população. A falta de um planejamento de longo prazo, comum nas administrações públicas, aliada à ausência de projetos ou somente para benefício dos gestores têm impacto direto no resultado. Só para lembrar o exemplo de Londrina, onde a administração municipal anterior, cujo prefeito Barbosa Neto (PDT) teve seu mandato cassado, foi marcada por sucessivos escândalos, tanto na educação como na saúde.
É importante que esse dado seja analisado e que a população cobre efetivamente melhorias no atual modelo. A insatisfação existe e, inclusive, foi lembrada durante os protestos que ganharam corpo Brasil afora no mês passado. Não basta apenas destinar royalties da exploração do petróleo à educação, é preciso fazer com que esse dinheiro chegue às escolas. Além de melhorar a infraestrutura dos prédios públicos, é preciso investir na formação e na valorização dos professores. A baixa qualidade do ensino público já tem comprometido o crescimento do País e, portanto, esse cenário tem que ser modificado.





