IDH e melhorias na educação
O relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado semana passada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, aponta que o Brasil apresentou alguns avanços, mas manteve a posição no ranking. Entre 187 países pesquisados, o Brasil ficou na 85ª colocação. Foram registradas melhorias na expectativa de vida e na renda bruta, mas o relatório continua a evidenciar um velho problema: a educação.
O IDH é um índice medido anualmente pela ONU com base em indicadores de renda, saúde e educação. O índice varia em uma escala de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1, mais elevado. O ranking divide os países em quatro categorias: nações com índice de desenvolvimento "muito elevado", "elevado", "médio" e "baixo". O resultado brasileiro, de 0,73 ponto, classifica o País com desenvolvimento elevado.
Ainda que os dados referentes à educação utilizados na pesquisa sejam questionados pelo governo que argumenta que os números estão defasados , é importante a reflexão. Embora tenham sido registrados avanços, como maior frequência de crianças na escola, a educação pública ainda é de baixa qualidade. São milhares de analfabetos funcionais, de crianças, jovens e adultos que não conseguem entender e aprender matérias básicas, como português e matemática.
Infelizmente o avanço na educação não ocorreu na mesma velocidade que as
melhorias sociais. Os programas de distribuição de renda são importantes porque contribuíram para melhorar a qualidade de vida da população, mas o desenvolvimento brasileiro não deve se ater a esse modelo. Ao invés de questionar dados, é importante voltar-se ao trabalho, na elaboração de novas políticas educacionais e no direcionamento de investimentos que, de fato, melhorem a qualidade da educação pública.
Ainda há importantes desafios a serem superados como: reduzir a evasão escolar (o índice brasileiro é de 24,3% - o maior da América Latina); aumentar a porcentagem de pessoas com mais de 15 anos alfabetizadas, que hoje é de 90,3%; e aumento da média de anos de escolaridade, que está em 7,2. Os resultados sugerem que a mudança deve ser imediata.





