Curitiba - O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Hamilton Casara, discute hoje em Washington, nos Estados Unidos, estratégias para impedir o desembarque do mogno nos portos dos Estados Unidos. A idéia é elaborar, conjuntamente com o FBI, Interpol, departamentos de Estado e de Justiça, e Ongs ambientalistas, lista de importadoras e exportadores de mogno em todo o mundo.
O Brasil é o um dos maiores produtores da madeira, que está em extinção e tem um valor extremamente alto no mercado. A concentração de áreas com mogno é no Pará. O Porto de Paranaguá é um dos portos aonde a madeira é desaguada rumo à exportação. Além dos Estados Unidos, importam mogno brasileiro países como a República Dominicana, Inglaterra, Holanda e Alemanha. A exploração do mogno foi proibida desde outubro do ano passado. Mesmo assim, algumas exportadoras conseguem enviar a madeira amparadas por liminares concedidas pela Justiça brasileira.
Recentemente, o Ibama, numa operação conjunta com a Receita Federal e Polícia Federal, apreendeu, em Paranaguá, cerca de 1,2 mil metros cúbicos (m3) de mogno que seriam exportados ilegalmente. A carga, avaliada em R$ 3 milhões, pertencia à madeireira Pau Brasil, do Pará, e estava armazenada em 32 cointeineres estocados no Depósito Tropical. Foi a maior apreensão de mogno já realizada no Estado. O metro cúbico (m3) beneficiado pode chegar a ser comercializado por cerca de US$ 1,6 mil.
O presidente do Ibama volta ainda para o Brasil com a garantia que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) vai liberar US$ 60 milhões para a implantação de uma rede especializada de escritórios do instituto nas fronteiras do Brasil. O objetivo é frear o tráfico da fauna e flora brasileiras. Pelo projeto, dois escritórios ficarão no Paraná, um em Foz do Iguaçu, na divisa Brasil-Argentina, e outro em Guaíra, na divisa Brasil-Paraguai.

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