Não é de hoje que o Brasil carece de modelos. Não de Giseles Bundchens ou rapazes dentro do padrão de beleza determinado pela mídia. Precisa de exemplos de comportamento, pessoas em quem se espelhar. O velejador Lars Grael é um desses modelos. Ele é motivo de orgulho e admiração por uma coleção impressionante de feitos.

É dono de duas medalhas de bronze olímpicas, conquistadas em Seul (1988) e Atlanta (1996). É modelo de superação por ter voltado a competir após ter perdido a perna direita em 1998, quando foi atingido por uma lancha conduzida por um homem que estaria embriagado. Ainda é, aos 47 anos, o atual campeão brasileiro e sul-americano da classe Star. E está preparando-se para a disputa de uma nova seletiva olímpica.

Grael também coleciona realizações fora das regatas. Foi secretário nacional de Esportes no governo Fernando Henrique e secretário estadual da Juventude, Esporte e Lazer na gestão Geraldo Alckmin, em São Paulo. Desses períodos, porém, não guarda as melhores recordações. ''A gente chega carregado de ideais, achando que pode fazer mudanças no Brasil, dar uma dose de contribuição. No entanto, o sistema político de poder serve apenas para se servir e não para servir a sociedade'', alfineta.

Antes de uma palestra recente em Foz do Iguaçu (Oeste), Grael conversou com a reportagem da Folha de Londrina sobre o que o motivou a continuar competindo após o acidente. E também expôs sua preocupação com o ritmo da preparação para a Copa do Mundo e Olimpíada do Rio de Janeiro.Leia na entrevista concedida ao repórter Davi Baldussi.

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