IA na saúde exige responsabilidade e compromisso social
24º Encontros Folha mostra que a saúde do futuro está sendo desenhada agora
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de julho de 2025
24º Encontros Folha mostra que a saúde do futuro está sendo desenhada agora
Folha de Londrina 
Se uma nova pandemia de Covid-19 se instalasse hoje, o Brasil estaria em melhor posição para enfrentá-la, não apenas pela experiência acumulada, mas especialmente pela incorporação de soluções de IA (Inteligência Artificial) no setor de saúde. A ferramenta oferece uma promissora capacidade de ajudar os especialistas da área da saúde a prever desfechos clínicos, otimizar recursos e personalizar tratamentos. No entanto, essa transformação também exige regulação, ética e compromisso com a inclusão social.
Esses e outros pontos foram temas de discussão entre os especialistas que participaram do 24º Encontros Folha, realizado no dia 15 de julho, com o tema “Inteligência Artificial e Saúde - Como a tecnologia está melhorando a qualidade de vida”. A iniciativa foi do Grupo Folha de Londrina e reuniu um grande público no Centro de Eventos do Aurora Shopping.
Entre os painelistas, Andrea Name Colado Simão, diretora do CCS (Centro de Ciências da Saúde) da UEL (Universidade Estadual de Londrina); André Simas, gerente de Planejamento e Desenvolvimento da Unimed Londrina; e Celso Kloss, diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais do Instituto de Tecnologia do Paraná, o Tecpar. O trio encerrou a programação em um debate mediado por Cristiano Teodoro, professor do curso de medicina do campus Londrina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica) e vice-presidente do Salus.
O brilhante debate mostrado durante o 24º Encontros Folha trouxe muitos pontos de reflexão, como apontados pela reportagem nesta edição da FOLHA, um deles é de que a IA deve ser integrada à estrutura de saúde pública e privada de forma responsável.
A Unimed Londrina, por exemplo, já aplica soluções de IA para auditoria de contas, análise de fraudes, monitoramento epidemiológico e medicina preventiva. Tais avanços aumentam a eficiência sem abdicar do olhar humano, indispensável à boa prática médica.
O setor público, por sua vez, enfrenta o desafio de incorporar essas inovações ao SUS. A questão do custo-efetividade permanece central: como disponibilizar terapias e tecnologias avançadas sem comprometer a sustentabilidade do sistema? Outro ponto levantado pelos especialistas diz respeito à regulação do uso da IA.
Uma dos pontos de concordância entre os participantes foi de que a saúde do futuro está sendo desenhada agora. Mas ela só será verdadeiramente inovadora se for também inclusiva, ética e sustentável.
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