HU: patrimônio do Norte do Paraná
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segunda-feira, 02 de setembro de 2019
Folha de Londrina 
Dois milhões e quatrocentos mil atendimentos só no pronto-socorro; 4,3 milhões de consultas ambulatoriais e mais de 400 mil internações. Os números são grandiosos e dizem respeito aos 48 anos do (Hospital Universitário) de Londrina. A história desse grandioso hospital, um dos mais importantes do Paraná e referência para toda a região Norte do Estado, foi lembrada na edição do último final de semana da FOLHA.
Em 1º de agosto de 1971, o HU ocupou o prédio cedido pela Sociedade Evangélica de Londrina, localizado na Rua Pernambuco, onde hoje funciona a Cohab (Companhia de Habitação de Londrina). Londrina foi erguida por pioneiros corajosos e foram também desbravadores os idealizadores do hospital-escola da UEL (Universidade Estadual de Londrina).
Em pouco tempo, o espaço físico ficou pequeno para os atendimentos que se multiplicavam com pessoas vindas de várias cidades da região. Tanto que em 1975, os atendimentos foram transferidos para uma estrutura bem maior, onde funcionava o Sanatório Noel Nutels, que tratava pacientes diagnosticados com tuberculose. Na década de 1970, naquele ponto da zona leste, havia apenas uma grande fábrica de cerveja, o IBC (Instituto Brasileiro do Café) e muitas chácaras. Nesses 40 anos, o HU acabou influenciando também no crescimento daquela região.
Os antigos funcionários ouvidos pela FOLHA lembram de uma trajetória difícil. Da época da ditadura militar, quando o hospital recebia pacientes com meningite mas os médicos eram proibidos pelo regime de alertar a população sobre o surto da gravíssima doença.
Tempos difíceis, mas o HU foi palco de histórias grandiosas, como o primeiro transplante de rim do Sul do Brasil, realizado em 1973, em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) improvisada em um barracão de madeira. Prova de ousadia e determinação. Ou o número de bebês que nasceram no hospital, 62 mil, quase a população da vizinha Rolândia.
É claro que os problemas também cresceram, junto com a modernização e os avanços da tecnologia. O HU convive com uma superlotação frequente e como a maioria dos hospitais públicos brasileiros, tem que driblar o escassez de recursos financeiros para manter as portas abertas.
Muitos estudantes que passam hoje pelo hospital e pacientes atendidos desconhecem as histórias de luta que tornaram a instituição referência em várias áreas. Um pequeno resgate histórico que a FOLHA teve a honra de mostrar em reportagem multimídia no último final de semana.
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