Hospitais das universidades federais pedem socorro para sair da crise
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sábado, 09 de novembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Os hospitais universitários (HUs) ligados às universidade federais estão pedindo socorro. Com déficits mensais que variam de R$ 300 mil a R$ 2 milhões e dívidas acumuladas que, em alguns casos, chegam a R$ 60 milhões, os 45 HUs estão a caminho da UTI. Quem vai sofrer as maiores consequências, no entanto, é a população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nesses hospitais. Alguns já começaram a diminuir o número de atendimentos e a desativar leitos.
Para discutir e tornar pública essa situação, os diretores dos HUs vão se reunir na terça-feira em Brasília. ''Na verdade, é um pedido de socorro'', diz Arquimedes Diógenes Ciloni, coordenador do Grupo de Trabalho para Hospitais Universitários da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). ''Queremos alertar o governo para a gravidade do problema.''
Ciloni cita o hospital da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), da qual é reitor, como exemplo da crise. ''Até maio tínhamos um déficit mensal de R$ 150 mil'', conta. ''Com a desvalorização do real, isso pulou para R$ 500 mil. Hoje temos uma dívida de R$ 21 milhões. Se não recebermos mais recursos, teremos de desativar leitos e diminuir serviços. Isso vai atingir a população de baixa renda, atendida pelo SUS.''
Situação semelhante vive o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG), que é o único a atender doenças complexas pelo SUS na sua região. Segundo seu diretor geral, Ricardo Castanheira Pimenta Figueiredo, no ano passado a administração conseguiu reduzir a dívida de R$ 5,6 milhões para R$ 1,8 milhão. De lá para cá, no entanto, o problema voltou a se agravar.


