A campanha às eleições presidenciais esquentou desde que Marina Silva (PSB) começou a subir nas pesquisas de intenção de voto. A comoção nacional gerada pela prematura morte de Eduardo Campos, que encabeçava a chapa com Marina, chegou a levar a pessebista ao empate com a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, na preferência do eleitorado.
A partir de então, começou a campanha de desconstrução da imagem de Marina.
Antiga aliada petista, uma vez que a candidata havia sido ministra do Meio Ambiente durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, Marina enfrentou inúmeras acusações. A princípio, a campanha difamatória deu certo. Aécio Neves (PSDB) angariou mais apoio entre o eleitorado, ultrapassou Marina e passou ao segundo turno com pouca diferença da presidente Dilma. Aliás, o menor índice desde o início da polarização PT-PSDB.
Agora, os holofotes estão voltados para Aécio. Principalmente nas redes sociais, a campanha de ataques e acusações contra o PSDB em geral, promovida pela militância petista, tem rolado solta. A principal delas é a de que em um eventual governo tucano, os programas sociais serão extintos – principalmente o Bolsa Família. Este programa, fortalecido durante o governo Lula, resultou da união de projetos criados pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso: Bolsa Alimentação, Auxílio-Gás, Bolsa Escola e PNAA. Além disso, difícil acreditar que algum governo acabará com o benefício. É certo que são necessários ajustes. Além de transferir renda, os beneficiários precisam passar por outras etapas que lhes garantam o sustento, principalmente por meio da capacitação profissional.
Outro fato curioso, registrado semana passada, são as declarações da presidente Dilma a respeito da divulgação dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef a respeito do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. Ela, obviamente, se declarou indignada – não com o teor dos depoimentos colhidos pela Justiça Federal, mas com a sua divulgação. É certo que esses fatos não beneficiam a campanha petista, mas a sociedade precisa ficar alerta porque a lógica dos fatos não pode ser invertida.
Com indicadores econômicos ruins, e vários problemas enfrentados pelos brasileiros, a campanha eleitoral deveria ser centrada nas propostas e no debate de ideias. No entanto, ao que tudo indica até a votação do segundo turno, (no último domingo de outubro) a baixaria deverá crescer – e dos dois lados.

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