A discussão sobre o horário de funcionamento do comércio em Londrina voltou com toda a força nesta semana. Uma grande rede de lojas de departamento recém-chegada à cidade acrescentou um novo ingrediente no debate, com o apoio da Associação Comercial e Industrial (Acil) e de um shopping.
Na semana passada, funcionários fizeram protesto na Zona Sul em apoio à reivindicação da empresa (instalada em uma importante avenida), que pretende abrir de segunda a sábado, das 8 às 22 horas, e também aos domingos, até as 20 horas. Pelo atual Código de Postura, as lojas que não ficam em shoppings podem abrir das 8 às 18 horas, de segunda a sexta e, aos sábados das 9 às 13 horas. Também permite o funcionamento durante uma tarde de sábado a cada mês.
Para uma cidade que é referência regional, e cujo setor de serviços se mostra um dos mais promissores, esses limitadores são verdadeiros freios no desenvolvimento. Um retrocesso.
O comércio - e de quebra os próprios funcionários que em grande parte recebe comissões sobre as vendas - perde dinheiro (e muito), além de ser uma ameaça tanto na manutenção quanto na abertura de vagas de emprego. A cidade deixa de atrair turistas ávidos por comprar, que mudam o destino para outras regiões que se adaptaram aos seus anseios.
Uma mudança no funcionamento do comércio da cidade está sendo debatida na Câmara de Londrina, dentro do projeto do novo Código de Postura. A proposta dos empresários é abrir de segunda a sábado, das 8 às 20 horas, mas esbarra no lobby do sindicato dos comerciários, que defende a manutenção da atual regra, com a realização de acordos em separado por cada loja.
A discussão é importante para o desenvolvimento econômico de Londrina e deve ser feita com mais celeridade. A cidade perde com o atual modelo.

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