Horário do comércio
Quero apoiar e parabenizar Sinézio Scudeler, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina, pela carta do dia 1º. Fico inconformada com o pensamento retrógrado e absurdo quanto a flexibilidade de horários de abertura do comércio.
As empresas têm que ter a liberdade de abrir e fechar as suas portas conforme sua estrutura de vendas e atendimento ao consumidor. Desde que estas empresas cumpram com seus deveres trabalhistas, sociais e paguem seus impostos, não pode haver oposição.
Sugiro ao vereador Sidney Souza que dê a mesma prioridade dada a este assunto, para os setores de sa© úde, educação e segurança. Hoje se alguém precisa de uma consulta com médico especialista dos postos de Saúde de Londrina, demora em torno de oito meses para conseguir uma vaga. Os vereadores sabem disso?
Quanto ao vice presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina, Manuel Teodoro, dizer que nem vendas e nem empregos aumentarão, ele que saiba que se as vendas não aumentassem, os empresários seriam os primeiros a não querer ampliar seu horário de atendimento. Quanto aos empregados, sugiro que se faça o papel essencial dos sindicatos que é a negociação, fazendo com que essas empresas se comprometam a aumentar o quadro de funcionários, trabalhando com sistema de escala/revezamento, cada qual conforme sua estrutura e cumpra com as devidas obrigações trabalhistas e sociais.
- ISAURA VIEIRA, analista de Custos, Londrina
Incomodar é preciso
Definitivamente não existe um outro espaço público tão comunicativo quanto este. É a página mais badalada deste grande jornal. ‘‘O Leitor Escreve’’ é uma roda viva de opiniões, críticas, elogios, e, por que não, de ‘‘contra-ataques’’ sutis, respostas, explicações e erratas. Cito, como exemplo, o famigerado artigo do jornalista Walmor Macarini, intitulado ‘‘O eu em primeiro lugar’’, publicado na coluna de Opinião, do dia 28. No dia seguinte de sua publicação, dois leitores o comentaram de maneiras completamente adversas: o primeiro, Ariovaldo Ferraz Arruda, discordou, alegando que as palavras de Walmor ‘‘padecem de justeza’’. A segunda, Michelle Bárbara Ferrari, concordou. Para ela, a mensagem trazida pelo artigo deveria ser colocada ‘‘em prática’’, para muitos.
Não é fantástico? Creio eu que estes leitores talvez não se conheçam, mas leram o mesmo texto e produziram idéias contraditórias sobre ele. Uma coincidência entre ambos? Ah, sim, eles tornaram públicas suas opiniões. Aqui, neste ilustre espaço, os assuntos não morrem, têm prosseguimento e são retomados. Como diria o não menos sábio e já saudoso Dias Gomes, ‘‘quem não nasceu para incomodar, não deveria ter nascido’’. Walmor incomoda, mas também agrada.
Parabéns à Folha de Londrina, por manter este clássico canto dos que tem muito a dizer. Parabéns a todos leitores que aqui escrevem. Parabéns a Walmor Macarini, mais uma vez comentado, agora, por mim. Assim é que se faz jornalismo.
- RITA DE CÁSSIA MARTELINI, universitária, Londrina
Árabes
Esta carta é em resposta ao seminarista Adriano Vicensi, de Londrina, cuja carta foi publicada no dia 1º. Ele escreveu sobre a falta de paz no Oriente Médio, afirmando que a culpa seria então dos palestinos que descendem de Ismael, filho de Abrahão, que Hagar então teria gerado. Seria assim a genealogia dos palestinos, que seriam da descendência de Ismael portanto dos árabes, correto? Errado!
Adriano está equivocado. Donde descenderam os palestinos (filisteus) então? Confiram em Gênesis 10:14 (Patrusim, Casluim, ‘‘donde saíram os filisteus’’ e Caftorim). Portanto, aqui se afirma que não descendem de Ismael, até porque Ismael não tinha sequer nascido. No capítulo posterior de Gênesis 12, há que Deus faz um chamado a Abrão para sair da sua terra. Ou seja, os palestinos já existiam e Abrão ainda não tinha filhos.
Então como podem os filisteus ser ismaelitas descendentes de Ismael se Abrão se quer tinha filhos? Como pode falar que Ismael é o filho da incredulidade? Como pode Deus abençoar o filho da incredulidade? Deus abençoou Ismael em Gênesis 17:20: ‘‘E quanto a Ismael, também te tenho ouvido: certamente o abençoarei; fa-lo-ei fecundo e o multiplicarei grandissimamente. Doze príncipes gerará, e dele farei uma grande Nação’’. Além do mais foi o próprio anjo do Senhor que pôs o nome de Ismael.
Em Gênesis 16:12 há: ‘‘Ele (Ismael) será como um homem bravo; sua mão será contra todos e a mão de todos contra ele, e habitará diante de todos os seus irmãos’’. Repare-se que Abrahão teve outros filhos mas a bênção caiu apenas sobre Isaque e Ismael.
Também digo como pode chamar Ismael filho da incredulidade se os próprios judeus negaram o filho de Deus e o rejeitaram e o crucificaram o próprio Jesus Cristo. Quem é incrédulo aqui? E não foi gente da descendência de Ismael que crucificaram Cristo, perseguiram e mataram profetas, e sim os próprios Israelitas. Cristo veio para todas as nações e tribos.
Nos dias de hoje podemos confirmar a bênção ao povo árabe, um povo próspero que é considerado o berço da cultura e civilização para o mundo. Nós devemos muito a eles, um povo muito esfolado por domínios ocidentais mas em riste resistindo a tudo e a todos, pois ningém sobrepujará a este povo abençoado por Deus. Em Gênesis 12:13, Deus disse a Abrahão: ‘‘Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra’’.
- NAJI BOURJEILY, empresário, Londrina
Pobre futebol brasileiro
Gostaria imensamente de iniciar este ano novo escrevendo coisas boas, novidades, informações ligadas a paz e a fraternidade. No entanto, sabemos que muitos não cumprem aquilo que desejam ou prometem. Mas me atenho aos fatos verificados no Estádio de São Januário, no Rio, do Vasco da Gama e de seu donatário Eurico Miranda.
O acanhado estádio, que serviu aos interesses do então presidente da República, Getúlio Vargas, para seus discursos, especialmente os do Dia 1º de Maio, foi pelos interesses escusos de mandachuvas que fazem o que querem com o futebol.
É sabido de que a Copa JH não vale nada, não tem reconhecimento oficial da Confederação Sul-Americana ao ponto de ameaçar não aceitar inscrição das equipes brasileira na Taça Libertadores, e caiu no descrédito ao ser comandada por empresa terceirizada e os desmandos da Rede Globo.
Pois o que se viu no dia 30, quando da realização do segundo jogo da final da Copa JH entre Vasco e São Caetano, comprovou-se que tudo que começa mal termina mal. Uma competição que serviu para acomodar descontentes e incompetentes, mostrou ao Brasil que no futebol também ninguém se entende e já não sabem mais o que fazem.
O excesso de público no estádio, proporcionado pela venda desenfreada e gananciosa de ingressos, poderia ter provocado uma tragédia ainda maior. O circo estava armado. Tudo para transformar o adversário num mero coadjuvante da final ao ponto de não lhe ter oferecido ingressos para sua torcida. Há de se responsabilizar culpados. Mas não somente isso. Punir é necessário para que sirvam de exemplo nesse País repleto de Cacciolas e Lalaus. Que venha então esse novo milênio ou novo século e vamos torcer para que as coisas mudem.
- JOÃO HERMES GROMOWSKI, radialista, Medianeira
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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