Hora de planejar o Paraná para os próximos anos
Em entrevista à FOLHA, setores paranaenses apresentam suas demandas ao governador eleito Sergio Moro
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segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Em entrevista à FOLHA, setores paranaenses apresentam suas demandas ao governador eleito Sergio Moro
Folha de Londrina 
A vitória no primeiro turno das eleições estaduais dá ao governador eleito Sergio Moro (PL) a oportunidade de iniciar o diálogo com os diferentes setores da sociedade paranaense. A pouco menos de três meses da posse, é hora de reunir representantes do setor produtivo, entidades de classe, trabalhadores, universidades, municípios e organizações da sociedade civil para discutir as prioridades do Paraná e planejar os próximos anos.
As demandas apresentadas por essas instituições mostram a diversidade de desafios que o novo governo terá pela frente. Infraestrutura e logística, desburocratização, desenvolvimento industrial, habitação, qualificação profissional e valorização da educação pública aparecem entre as principais reivindicações. São questões que, embora tenham impactos distintos sobre cada atividade, convergem para um objetivo comum: criar condições para o crescimento econômico, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida da população.
Em reportagem nesta edição, a FOLHA ouviu entidades do Estado e do Norte do Paraná, ouvindo as demandas de cada setor como indústria, comércio, construção civil, agronegócio, educação, municípios. Cada um deles elencou suas prioridades.
A escuta, nesse processo, não deve se limitar a uma etapa formal da transição. O diálogo precisa ser permanente, com canais de interlocução que permitam acompanhar a execução das políticas, avaliar resultados e corrigir rumos quando necessário. Também é importante que as propostas sejam examinadas à luz das possibilidades orçamentárias e do interesse público, conciliando demandas legítimas com planejamento e responsabilidade na aplicação dos recursos.
A continuidade de projetos relevantes merece atenção especial. Obras de infraestrutura, programas habitacionais, investimentos em educação e iniciativas de desenvolvimento econômico não devem ser tratados apenas como marcas de uma administração. Quando atendem às necessidades da população, precisam ser avaliados por seus resultados e ter condições de prosseguir, independentemente de quem esteja à frente do governo. A alternância de poder faz parte da democracia, mas não precisa significar a interrupção de políticas que beneficiam o Estado.
O desenvolvimento do Paraná depende da capacidade de aproximar o poder público de quem produz, trabalha, pesquisa, empreende e conhece de perto os problemas das comunidades. Cabe ao governo estabelecer prioridades, coordenar ações e administrar os recursos públicos, mas esse trabalho ganha consistência quando incorpora a experiência de diferentes setores e mantém os municípios e a sociedade como interlocutores.
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