Hora de Londrina dar nova arrancada
Londrina vive neste 11 de dezembro o primeiro dia útil após seu 72º aniversário, o prefeito Nedson Micheleti retoma o posto depois de nove dias de licença, os grevistas ficaram três meses e meio parados e acabam de retomar a atividade, o governador Roberto Requião está reeleito e o presidente Lula também volta ao poder. Como Requião é afinado com o ideário petista e a administração municipal de Londrina é do mesmo partido do presidente da República, todos os ventos sopram favoráveis para uma retomada das coisas que ficaram estagnadas, na Cidade. Como não há descontinuidade na esfera dos poderes citados, não será preciso esperar o 1º de janeiro. Londrina precisa retomar o ritmo de crescimento já experimentado no passado e que resultou na metrópole de hoje; precisa adotar políticas mais agressivas para atrair investidores de fora, e esta não é tarefa apenas do poder público, mas também das demais lideranças comunitárias; precisa reativar os movimentos para gerar empregos e afastar a violência e a insegurança, que amedrontam os cidadãos; precisa reordenar seu sistema viário e a sinalização do tráfego; precisa fazer-se ornamentada e bela, porque praças e calçadas estão abandonadas. O que vale para a cidade-sede vale também para os distritos e povoados. Estas são práticas que exigem uma parcela de dinheiro e outra de planejamento e de boa vontade. Passado o período de ressaca e mesmo estando-se em mês de festas, e nas vésperas da época da baixa atividade no Brasil, que são os meses de férias e de praias, é tempo de repensar a Cidade. E esta é tarefa pela qual a administração municipal tem grande incumbência. A seção de opinião de leitores deste Jornal é uma amostragem do que pensam os cidadãos, e as reclamações são muitas. Com um governador e um presidente da República da mesma linha ideológica e afinidades também político-partidárias, a oportunidade é ímpar. Se Requião não foi vencedor em Londrina na última eleição, doravante poderá ser a oportunidade de um revide ao inverso. Ou seja, dando toda a assistência governamental que o Município e a região reclamam. Um plebiscito como o de outubro serve de exaltação ou de alerta para os candidatos eleitos. O mandato do prefeito Nedson Micheleti tem apenas mais dois anos, tempo curto para cumprir promessas das duas campanhas consecutivas, mas suficiente para realizar muita coisa. Cada dia precisa transformar-se em quatro para recuperar o tempo que foi perdido.





