Fato inédito na história de Londrina, foram necessários três turnos para, afinal, os munícipes conhecerem o prefeito definitivo. Embora com remotíssima possibilidade de alguma reversão do processo - por conta de um recurso no Supremo Tribunal Federal - a calmaria se instala e dentro de pouco mais de trinta dias o titular ora eleito assume. Desde outubro - é já se foi quase meio ano - a população viveu momentos de incerteza, mas a situação chega a um desfecho tranquilo.

Pela decisão da maioria, Barbosa Neto (do PDT) é investido do poder, e o momento agora é de preparação para a posse e a formação da nova equipe administrativa. Eventualmente alguns secretários e outros titulares de relevo hoje interinos poderão continuar, e a atenção nestas próximas semanas será para quem irá assumir este e aquele comandos e, naturalmente, para o cumprimento das promessas de campanha.

E mais que os projetos anunciados pelo candidato sufragrado, existem outras medidas que a população reclama e tantas mais que irão surgindo na continuidade, porque Londrina é dinâmica e muitas vezes surpreende os governantes e a própria comunidade. O prefeito interino, José Roque Neto - vereador que forma a nova Câmara Municipal - assume a presidência da Casa (função para a qual fora eleito) e, pela permanência à testa da Prefeitura, embora em curto período, deve ter reunido experiências que o qualificarão melhor para desempenhar o comando desse Poder. Da independência harmônica entre os dois Poderes, com o espírito público prevalecendo sobre interesses eventualmente excusos, resultará uma boa administração. A cidade reclama isto, depois de tanta turbulência política vivida nos últimos tempos.

Agora o momento é de conciliação entre as correntes que se enfrentaram na peleja. O deputado federal não eleito - Luiz Carlos Hauly - sabe que continua com suas obrigações na Câmara Federal e que tem os mesmos compromissos com Londrina e com o Paraná. Desnecessário dizer que terá de continuar atuando em favor dos pleitos do município e auxiliar o novo prefeito, adversário apenas de campanha. Para atender às bases é que são eleitos os representantes no Congresso Nacional. Hauly não é um derrotado, porque permanece eleito e é um político de relevância no posto em que se encontra.

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