Homens também tem a doença
A osteoporose é a perda da massa óssea que vai deixando o osso frágil e quebradiço. Depois dos 65/70 anos de idade, é comum que os ossos fiquem mais finos e porosos. O problema é quando isso começa a acontecer logo depois dos 40 anos. Segundo o médico José Vicente Garcia Veloz, a maioria das pessoas chega ao fim da vida com apenas 70% da massa óssea: ''O normal é o ser humano perder de 1% a 2% ao ano, depois dos 40 anos. O osso é uma poupança. Quem juntou mais, pode perder mais sem ter problemas'' - compara. Ao contrário do que muita gente pensa, homem também tem osteoporose mas neles a incidência da doença é menor. Isso acontece porque na menopausa o organismo da mulher sofre uma queda brusca na produção de hormônios e o homem mantém um equilíbrio hormonal durante praticamente a vida toda. Além disso, o homem tem ossos maiores e mais fortes que os das mulheres.
A osteoporose não tem cura mas o tratamento evita que a doença se agrave. ''A doença é silenciosa e indolor e por isso quase sempre se descobre quando a pessoa sofre uma fratura'' - diz o médico. São as fraturas, justamente, o grande problema da osteoporose. A doença deixa os ossos tão frágeis que qualquer tombo consegue quebrá-los: ''Já vi casos de pacientes que bateram o braço na mesa e quebraram o osso ou que fraturaram o fêmur num pequeno escorregão'' - conta Veloz. Entre pacientes idosos, a osteoporose é causa de mortalidade elevada. De acordo com o médico, estudos demonstram que 20% dos pacientes que fraturam o colo do fêmur morrem nos primeiros 12 meses de tratamento: ''Além da dificuldade de consertar a fratura, os pacientes ficam muito tempo hospitalizados, pegam doenças pós operatórias e acabam morrendo'' - justifica.
Dos que conseguem sobreviver, 20% nunca mais saem da cama e outros 20% só se locomovem em cadeiras de roda. ''São raríssimos os casos de pacientes que voltam a ter uma vida normal'' - garante o médico. O tratamento com cálcio e vitamina D evita que o organismo absorva mais massa óssea, fazendo a doença estacionar ou progredir bem devagar. Também há terapias de reposição hormonal. ''É muito mais barato e melhor prevenir a osteoporose do que tentar tratá-la'' - afirma Veloz.





