Os cuidados em casa por uma equipe multidisciplinar de saúde - médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas entre outros - tem se mostrado um diferencial na evolução da saúde de muitos pacientes nos meses de pandemia. Muitos deles, pacientes com Covid hospitalizados com quadros estáveis, não intubados, e de pacientes pós-Covid, que precisam continuar tratando as sequelas da doença como atrofia muscular, dificuldades respiratórias e crises de ansiedade. Além claro de outros pacientes que necessitam de tratamento contínuo e que durante a pandemia precisaram se afastar da frequência aos hospitais e clínicas.

O aumento repentino de procura por essa modalidade, chamou a atenção dos empresários do setor de atenção domiciliar de saúde que ampliaram seus serviços, inclusive com o intuito de ser "uma válvula de escape para o sistema hospitalar", como afirma Emerson Veduvoto, proprietário do serviço de home care que atende a região Norte do Paraná. Em reportagem da FOLHA desta segunda-feira (28), o empresário confirma que a pandemia aumentou de quatro a cinco vezes a demanda pelo serviço.

Parece uma via de ganha-ganha, em um lado, o home care ajuda a desafogar o sistema de saúde, que está em sobrecarga por conta da pandemia da Covid-19, que desocupa um leito de hospital num momento, há no Estado pacientes aguardando um leito clínico ou de UTI. Em Londrina, último boletim da Secretaria Municipal de Saúde deste domingo (27) mostra que os leitos de enfermaria exclusivos para a doença estavam 69% ocupados. Dentre os leitos gerais, a ocupação era de 54%; melhora os sistemas de atendimentos domiciliar; aquece um setor na economia e a promove uma recuperação mais rápida do paciente em ambiente familiar.

Essa mudança de perspectiva nos tratamentos aos pacientes, independente das causas de suas internações, pode ser colocada na lista de possíveis soluções para a Saúde. Aumentar a atenção domiciliar dos pacientes, cujos custos chegam a ser 40% a 60% das internações hospitalares, além de melhorar a gestão dos recursos e leitos hospitalares pode ajudar e ser uma alternativa para os problemas de superlotação de hospitais, que no Brasil, não é um problema exclusivo da pandemia. E garantir atendimento médico, multidisciplinar e a humanização nos tratamentos de saúde que é um direito de todos os brasileiros e cujos reflexos incidem em esferas econômicas, políticas e sociais. Endossando que bem que se faz a um individuo traz benefícios para todos os cidadãos.

Obrigada por ler a FOLHA.

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