A veneração das árvores como objetos sagrados não só remonta à antiguidade como também faz parte da cultura de vários povos. Os egípcios consideravam a tamareira como a árvore da vida e a levavam para casa nos dias de festa, enfeitando-a com doces e frutas. Os romanos penduravam máscaras de Baco, o deus do vinho, em pinheiros para a festa ''Saturnalia'', um festival de inverno em homenagem a Saturno, o deus da agricultura. Na Europa Central, o deus Thor recebia sacrifícios humanos ao pé de um carvalho.
Uma outra lenda conta a história do missionário inglês Winfrid, mais conhecido como ''São Bonifácio'', que viveu 800 anos depois de Cristo. Diz a estória que ele viajava pela Alemanha quando surpreendeu um grupo de druidas (feiticeiros dos povos gauleses) à sombra de um carvalho preparando-se para sacrificar um jovem. O missionário teria evitado o sacrifício derrubando a árvore, mas logo em seguida, do tronco cortado, uma nova árvore brotou. Winfrid decidiu que aquela nova árvore seria o símbolo da vida.
Na mesma Alemanha, muito tempo depois, o padre Martinho Lutero, autor da Reforma Protestante do século XVI, acabou consolidando o costume de enfeitar árvores no natal. Ele teria decorado um pinheirinho (única árvore que permanece verde no inverno europeu) com velas acesas para simbolizar o céu na noite do nascimento de Cristo. (F.P.)

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