Heranças do golpe militar
Quando leio insanidades do tipo "solução é um golpe militar", questiono se esses desesperados têm conhecimento dos casos de corrupção conhecidos como Capemi, Paulipetro, Brasilinvest, Projeto Jari, Coroa Brastel, etc., todos da época da ditadura militar, sem contar outros escândalos que não vieram à tona em virtude da ferrenha censura vigente naquele período tão sombrio. Não se enganem: a inflação, a dívida externa, Sarney, Maluf, a tortura nos quartéis e presídios e outras inomináveis aberrações são criações e heranças daquele tempo obscuro da nossa história. Deixemos de uma vez por todas de procurar super-heróis ou seres iluminados para resolver nossos problemas e vamos nos unir para a defesa da democracia com ideias, trabalho, tolerância, justiça imparcial, criatividade e, principalmente, liberdade!
ALBERTO CHAHAIRA SOBRINHO (pedagogo) - Bela Vista do Paraíso

Tragédia em Goiânia
Num determinado programa de televisão vespertino, o apresentador, de forma deselegante e sem conhecimento de causa, mostrou-se indignado com a direção e funcionários da escola de Goiânia por não terem tomado providências e permitir que o aluno adentrasse ao estabelecimento de ensino com uma arma de fogo na mochila e efetuasse vários disparos na sala de aula. Dois alunos vieram a óbito e mais três ficaram feridos. Isso me reverte há aproximadamente 10 anos, quando a Polícia Militar, no Paraná, fazia revista surpresa nas salas de aula e, todas que acompanhei, foram de forma profissional e respeitosa. Aí, vieram os defensores da inimputabilidade dos "di menores" e, por uma ação judicial, tal prática foi banida, pois elencaram o artigo 232 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente): "Fica proibida a submissão de menores a situações vexatórias". Quer dizer, o mal venceu o bem. Em resumo e para não ocupar espaço de outros missivistas da FOLHA, esse ECA é a imagem e semelhança do ministro Gilmar Mendes, ou seja, porteira escancarada à criminalidade.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) – Cambé

Fica como está
Diante dos últimos acontecimentos, a esperança da sociedade brasileira em ter uma nação igualitária, ética e minimamente honesta está se exaurindo a cada dia. Esse desmanche está sendo capitaneado pelos legisladores da Câmara Federal, apoiado por grande parte do Judiciário. E isso está sendo feito aos olhos de todos os brasileiros. Essas maracutaias são executadas pelos detentores do poder que ultimamente estão legislando em causa própria, pois a maioria está listada nas investigações da Lava Jato, com grande risco de punições, até perda de mandato e exposição de seus crimes na mídia. Teremos no próximo ano novas eleições que, vergonhosamente, serão financiadas pelo dinheiro público (R$ 1,7 bilhão) que deveria custear principalmente a educação e a saúde que estão precárias. Ficha limpa, então, emendaram de tal modo que ficou só no nome. Mordomias do poder, ninguém sequer teve a honradez de retroceder um passo. Em vez disso, por exemplo, o Judiciário deu uma passo adiante em melhorar seu status de benesses. A reforma política não saiu como deveria. Já a reforma tributária, anda a jato, na direção contrária do esperado pelo povo: em vez de diminuir, aumenta-se tributos e impostos, sempre de acordo com a crise que se instala no poder. É lamentável um país rico em recursos minerais e vegetais, água em abundância, agronegócio forte e pujante, uma indústria competitiva e um povo trabalhador que tem vontade de progredir estar nas condições que está hoje.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Insensatez eleitoreiras
Quando Fernando Collor de Mello foi presidente, ele e sua equipe elaboraram um plano econômico que confiscou por um ano e meio milhares de contas da caderneta de poupança dos brasileiros. Sofreu o impeachment e perdeu temporariamente os direitos políticos. Ouvi, na época, casos de suicídio de pessoas que venderam suas propriedades e não puderam comprar outra por causa de um malfadado plano econômico de um presidente que, na época, muita gente tinha dúvida se "batia bem da cabeça". Hoje ele está de volta e com denúncia de corrupção (na época também tinha). Depois disso, houve um ligeira melhora no quadro político, mas quando vieram os populistas e quadrilheiros, o Brasil só não sangrou graças à operação Lava Jato. Mas quem poderia nos salvar definitivamente dessa situação seria o eleitor desde que não votasse mais em Collors, Lulas, Temers, Malufs, Cunhas, Renans, Cabrais, Boca Abertas e tantos outros da nossa política.
SWAMI VERONESI (músico) – Santo Antônio da Platina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup