Estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas nesta semana revela que a melhoria verificada nos últimos dez anos na renda dos mais pobres reduziu a desigualdade entre os brasileiros. É o melhor resultado em meio século.
Programas de transferência de renda adotados nos últimos anos tiveram papel importante nessa mudança, mas o aumento no grau de escolaridade também ajuda a explicar essa redução.
Entre os 20% mais ricos, a escolaridade aumentou 8,1% e a renda cresceu 8,9%, enquanto entre os 20% mais pobres, a escolaridade aumentou 55,6%, e o aumento de renda ficou perto dos 50%.
Reduzir a distância entre ricos e pobres está muito longe de ser um trabalho fácil no Brasil. Prova disso é o resultado de outra análise divulgado também nesta semana pelo governo federal.
Para definir uma linha oficial do programa de erradicação da miséria no Brasil, uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff, o Ministério do Desenvolvimento Social entendeu que as famílias com renda mensal igual ou inferior a R$ 70 estão abaixo da linha da pobreza extrema.
O surpreendente é o número de miseráveis no Brasil. Tendo como base a versão preliminar do Censo 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 16,2 milhões de pessoas nessa situação.
A desigualdade social parece ser um mau difícil de ser extinto. O Plano Brasil sem Miséria pretende acabar com a miséria até 2016. Entretanto, a solução está longe de ficar apenas na transferência de renda.
O próprio estudo do FGV comprova essa afirmação. Dar o mínimo para quem não tem nada é uma medida emergencial, mas é importante dar meios para que essas pessoas consigam ter uma vida mais digna, com investimento maciço na educação.

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