Há faixa de pedestre mas não sinal para ele
Uma menina de 6 anos foi atropelada e morta por um ônibus, nas proximidades do Terminal Rodoviário de Londrina, e a denúncia é que não há placa indicando a existência de uma passarela de pedestre, por isso originando o acidente. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização afirmou que ia ''enviar uma equipe para averiguar'', demonstrando desconhecer o problema. Tarde demais, porque a tragédia já aconteceu.
Um problema semelhante em Londrina é que não há vez no trânsito para o pedestre, porque se existem as faixas para ele, não há o sinaleiro que segure os veículos e lhe permita a travessia. De nada adiantam campanhas de orientação ao pedestre se falta o essencial, que é o caminho livre e seguro para ele atravessar a rua. Em toda a cidade deve haver apenas dois ou três pontos com sinal para pedestres. Há um constante risco de atropelamento, porque quando o farol se fecha de um lado para os veículos (em certo sentido de travessia), e seria a vez de o caminhante passar, vêm os carros da outra pista, dobrando ou para a direita ou para a esquerda.
Os acidentes são frequentes, mais os sustos e as correrias, porque nesta cidade de muitos veículos a sinalização não contempla quem anda a pé e precisa transpor uma rua. Este problema existe mas nunca recebeu a atenção dos órgãos pertinentes, que diante dos acidentes que ocorrem costumam sempre culpar o motorista (este, também muito imprudente) e nunca a deficiência ou a inexistência de sinalização pertinente. O pedestre tem de se arriscar, se os automóveis não param, porque não há sinal obrigando-os a isso. Não há argumento que justifique esse descaso. Já não há tempo nem verbas para mudanças serem feitas na atual administração, que tem apenas três meses para encerrar o mandato, por isso esta é tarefa para o próximo prefeito.
Face ao grande número de veículos automotores, mais o que vêm das cidades vizinhas, Londrina precisa receber atenção redobrada no caso do sistema viário. Porque há muitas coisas por implantar, adequar e modificar, desde sinalização e alterações de tráfego e à melhoria das calçadas, que estão esburacadas e torcendo tornozelos dos caminhantes. Se esta obrigação é dos proprietários dos imóveis fronteiriços, a Prefeitura precisa obrigá-los. Mas uma primeira medida deverá mesmo ser a citada: criação de tempo de passagem para o pedestre, regulado por semáforos.





