HÁ 40 ANOS
''Cruzeiro forte'' poderia não
passar de motivo de pilhéria
Rio, 17 (Asapress) A propósito da decisão do Congresso, criando o ''cruzeiro forte'', comentam os circulos financeiros que a iniciativa é evidentemente inóqua. Poderá, talvez, ser um elemento psicológico, acessório ou secundário, a fim de conter a inflação. Do ponto de vista, só pode reduzir o volume do papel moeda necessário para as transações correntes, para se carregar no bôlso, etc., uma vez que o poder aquisitivo, isto é o que nele está gravado, terá maior valor. Assim, um ''cruzeiro forte'' valerá cem cruzeiros. Psicologicamente, isso dará a impressão de valorização do dinheiro. Ainda reduzirá o esforço para os lançamentos contábeis, assim como o dólar, no mercado negro, passará a custar apenas oito cruzeiros. Mas tudo isso será fictício.





