HÁ 40 ANOS 15 DE JUNHO DE 1963
Há dois mil anos, Cleópatra reteve durante nove mêses as legiões de César. Na noite do último dia 13, Cleópatra conseguiu interromper durante cinco horas a circulação na Broadway. Nem Elizabeth Taylor nem Richard Burton, protagonistas de um filme de quatro anos de suspense, estavam presentes. De qualquer forma, o público estava impaciente para ver a película e, afinal, conseguiu vê-la. A avenida onde se encontra o Rivoli estava literalmente coberta de estrêlas. Para muitos, Cleópatra é um espetáculo à Cecil B. de Mille. Judith Christ, do ''New York Herald Tribune'', emprega uma expressão anglo-saxônica que poderíamos resumir assim: ''Muito ruído e poucas nozes''. E precisa seu modo de pensar com essa frase um tanto cruel: ''Desde há muitos mêses, os norte-americanos dividem-se em duas categorias os que decidiram que verão a qualquer preço ''Cleópatra'' antes de morrer, e os que juram não verão o filme nem sequer depois de mortos''.





