Há dois mil anos, Cleópatra reteve durante nove mêses as legiões de César. Na noite do último dia 13, Cleópatra conseguiu interromper durante cinco horas a circulação na Broadway. Nem Elizabeth Taylor nem Richard Burton, protagonistas de um filme de quatro anos de suspense, estavam presentes. De qualquer forma, o público estava impaciente para ver a película e, afinal, conseguiu vê-la. A avenida onde se encontra o Rivoli estava literalmente coberta de estrêlas. Para muitos, Cleópatra é um espetáculo à Cecil B. de Mille. Judith Christ, do ''New York Herald Tribune'', emprega uma expressão anglo-saxônica que poderíamos resumir assim: ''Muito ruído e poucas nozes''. E precisa seu modo de pensar com essa frase um tanto cruel: ''Desde há muitos mêses, os norte-americanos dividem-se em duas categorias os que decidiram que verão a qualquer preço ''Cleópatra'' antes de morrer, e os que juram não verão o filme nem sequer depois de mortos''.

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