Álcool que mata

Não existe prova científica de que haja predisposição para o alcoolismo. Portanto, não se pode afirmar que um determinado indivíduo nasceu predestinado para beber. A afirmação é da psiquiatra Carol Sonnenreich, que participa em Londrina do Congresso de Alcoolismo e Drogas. No Congresso, um outro estudioso – o diretor-médico do Centro de Recuperação de Alcoolismo, de Porto Alegre, Jurandir Barcellos da Silva – declarou que "a enorme incidência do consumo de bebida alcoólica entre a juventude brasileira tem como fator primordial de atração o julgamento errôneo, que fazem os jovens, de que são imunes ao álcool". "As raízes do alcoolismo – disse – se localizam na juventude, sobretudo na faixa dos 14 aos 20 anos. E pelo menos 25% dos suicidas têm alto teor de álcool no sangue. A vida dos alcoólatras é reduzida de 10 a 20 anos. E para completar: depois do enfarte e do câncer, o alcoolismo é o fator que ceifa mais vidas".

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