Cornélio, 6 (Fôlha) Ainda não se está respirando em ambiente de absoluta tranquilidade neste município, embora 10 dias já tenham transcorrido desde que os soldados do destacamento local da Polícia Militar do Estado abriram fogo contra a multidão, naquela dramática noite de 26 de junho. Como se recorda, a guarnição da PME resistiu à bala contra uma turba que ameaçava linchar o anormal Sebastião Vieira, estuprador e assassino da menina Cleusa Ramos, de 5 anos. Em consequência, perderam a vida 4 pessoas, além de quase duas dezenas de feridos que baixaram aos hospitais. Enquanto se realiza o inquérito policial instaurado sôbre os fatos uma onda de alarmantes boatos circula na cidade, a propósito do suposto desaparecimento de vítimas, que teriam sido alvejadas pelos policiais e sepultadas, durante a madrugada, no cemitério local ou lançadas às águas de rios próximos para ocultar a verdadeira extensão da tragédia.

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