A favela enterrou o menino
Em um pequeno caixão branco, o menino Luis Dias da Silva voltou anteontem à tarde ao barraco de compensados de caixotes, plásticos pretos e chão de terra, onde vivia até o começo da semana com sua mãe e seus oito irmãos. Uma faixa de asfalto, uma corrida titubeante, depois um instante de hesitação: misturados ao sangue e ao calor, iam-se embora os seis anos de Luis. E também seu futuro de perspectivas sombrias. Mas nem por isso a favela da BR-369, junto à Estação de Tratamento de Esgotos em Londrina, deixou de viver seu dia normal.

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