HÁ 40 ANOS - 2 de maio de 1968
Do comício à confusão
Cartazes, faixas, pedras, pedaços de pau, um grande desenho do ex-líder castrista Che Guevara e gritos antecederam o quebra-quebra do 1º de maio em São Paulo, onde o governador Abreu Sodré apregoava ser o trabalhador nº 1. Como tributo levou uma pedrada na cabeça, o que o afastou do comício, degenerando-se daí por diante a baderna. Trabalhadores e estudantes subiram ao palanque, expulsaram os líderes sindicais e fizeram seus discursos improvisados. Concitaram os demais para uma passeata e, em seguida, atearam fogo na tribuna oficial. A confusão generalizada na Praça da Sé terminou com a prisão de 19 pessoas e até repórteres entraram na lenha.





