Substituído por uma máquina na fazenda onde trabalhava, o lavrador Teotonio Costa, de 36 anos, casado e pai de quatro filhos (o mais velho tem 7 anos de idade) ficou sem emprego e, depois de procurar trabalho em vão na zona rural, veio para Londrina. Aqui continuou sem emprego e a situação ficou cada vez mais difícil: para enfrentar o problema de moradia improvisou um barraco de táboas e caixotes de papelão. A morada da miséria é de trapos e restos de embalagens que, se conseguem proteger do sol, absorvem a umidade da chuva e contamina corpo e alma das crianças e adultos. Teotonio era cortador de lenha e o dono da fazenda comprou uma máquina automática para fazer o serviço e o dispensou.

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