Seis escolas curitibanas se uniram no grupo Nós da Educação, para discutir e aprimorar suas práticas pedagógicas, trazer palestrantes e promover eventos sobre educação. Segundo a coordenadora-pedagógica da Escola Terra Firme, Sandra Cornelsen, as escolas têm uma certa identificação com propostas diferenciadas da maioria das instituições de ensino.
Além da Terra Firme, fazem parte do grupo as escolas Anjo da Guarda, Palmares, Integral e Lúmen. De acordo com Sandra, a Terra Firme segue basicamente três teorias: a do desenvolvimento da inteligência e pensamento lógico de Jean Piaget, a de comunicação não verbal e psicomotricidade relacional de André Lapierre, e a construção da linguagem e escrita de Emília Ferreiro. ''Na prática isso significa que estamos voltados para o momento da criança e não para prepará-la para a alfabetização'', explica.
Na pedagogia sócio-construtivista o professor não ensina, mas a criança constrói o aprendizado. ''Numa escola construtivista não pode existir apostila porque isso já denota uma imposição e uniformização do tratamento'', conta. A valorização do trabalho das crianças pode ser sentida no ambiente da escola, toda decorada com peças feitas pelos alunos.
O não-consumismo é outra característica marcante, segundo Sandra. As festas são todas organizadas pelos próprios alunos e suas famílias, sem cobrança de taxas ou entrega de presentes. As apresentações são só artísticas (dança, música). ''Não treinamos as crianças para repetir frases feitas ou cantar músicas estereotipadas no Dia das Mães, por exemplo'', diz. Para Sandra, se a escola quer formar cidadãos mais críticos e pensantes não pode ter esse tipo de prática.

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